ALENTO, PATINADA, SUPERAÇÃO E VÔO DE CRUZEIRO NOS JOGOS DA SEXTA RODADA

A 5ª rodada foi cheia diante do feriado do último fim de semana. Todas as equipes entraram em campo neste sábado para fazer a festa do nosso futebol. O campeonato está excelente e os resultados demonstram que ninguém pode vacilar.



A 5ª rodada foi cheia diante do feriado do último fim de semana. Todas as equipes entraram em campo neste sábado para fazer a festa do nosso futebol. O campeonato está excelente e os resultados demonstram que ninguém pode vacilar. Um tropeço poderá custar caro mais na frente.

 

Tribunal de Justiça x Piratas abriram o sábado 100% futebol.  Equipes completas com bom número de jogadores em campo e na suplência. O sol das sete e trinta da manhã parecia o do meio dia, obrigando os times a serem mexidos constantemente. Jogo morno, sem maiores lances de perigo ou de emoção.  Vê-se no TJ este ano um futebol burocrático. Não empolgante. Uma sombra do que já foi no passado, quando era envolvente e sempre presente nas semifinais.  Até mesmo contra os Piratas, quando a vitória é quase uma certeza, não se viu dentro de campo aquela busca pelo gol. A vitória veio meio na consequência e o placar não refletiu o jogo, pois os Piratas deram muito trabalho no ataque, sendo necessária a intervenção do goleiro Anderson em várias ocasiões. Com a vitória o TJ mostrou que está vivo, mas para garantir a classificação tem de vencer seus dois próximos compromissos com o Confiança e Meia Boca. Em relação aos Piratas fica o registro de que enquanto nas três últimas partidas levou treze gols, por outro lado não fez nenhum.

 

Meia Boca x OAB era o jogo esperado da rodada. Os advogados vindo de uma derrota para a SEA e o Meia Boca de um empate com sabor de derrota para o Bohemia.  Era a hora da superação.  Enquanto o MB veio com 95% da equipe, a OAB entrou em campo com vários desfalques: Tales, Renato, Aldo, Odilon, Gilberto e Silvio não vieram para o jogo. E isso fez a diferença.

 

1x0, 1x1, 1x2, 2x2, 3x2, 4x2, 4x3 e 5x3. A sequência do placar já demonstra que o que faltou no jogo anterior, sobrou na segunda partida. O MB surpreendeu mais uma vez abrindo o placar com mais uma bela cobrança de falta ensaiada e que tem se tornado a diferença em alguns jogos. Já havia ocorrido no jogo anterior com o Bohemia entre Marcelo e Neto "Bola". Dessa vez, Bola retardou a cobrança e esperou a chegada livre de Scala, que com a classe que lhe é peculiar, tocou de chapa e correu para o abraço. Belo gol! A OAB, mesmo desfalcada, era valente, pois precisava do resultado. Siro empatou de fora da área num belo chute. E Neffer numa jogada típica dos pivôs e homens de referência no ataque, virou o placar e pôs gasolina no jogo. E assim terminou o primeiro tempo.

 

Na segunda etapa o MB veio pra cima e conseguiu empatar e virar de novo o jogo com Curinga e o novato Daniel. O jogo ficou lá e cá. Jordan, goleiro da OAB que substituía Cleilton, passou a jogar como um goleiro-linha. Num ataque forte da OAB a bola foi recuperada por Scala e este vendo que Jordan estava adiantado, conduziu a bola por uns metros e mandou por cobertura. Stop! Congelem a imagem, Senhores. Quem estava lá vamos rememorar. Quem não estava tentem reproduzir no pensamento o lance. Na direção do gol da piscina, e um pouco antes da sua intermediária, Scala bate de peito de pé e a bola segue em trajetória ao ângulo superior esquerdo do gol adversário. O goleiro, que já previa a jogada, volta sem esperança com um olho na bola e outro na sua meta. A bola sobe, voa, plana e começa a descender no caminho de sua trave. Os olhos de Scala são mistos de êxtase e expectativa. A mesma esperança permeia a mente de Jordan na intensidade do desespero. A plateia para de respirar. São segundos de eternidade. E quase quando o gol era realidade, Jordan, como um Michael Jordan nos ares, alcança a bola com a unha o suficiente para evitar o gol. O público vibrou como se fosse a alegria máxima do futebol. Acreditem amigos, são pinturas como essa que engrandecem a arte do futebol e que me dão a certeza de acreditar que o nosso campeonato vale a pena.  Assinem o lance, Scala e Jordan. Vocês são dois Dalí, Monet, Van Gogh, Portinari, Dorian Gray.  Belíssimo!

 

Depois desse lance o jogo poderia acabar. Christian fez 4x2, mas a OAB continuaria guerreira em busca de ao menos um empate. Neffer, mais uma vez, furou o bloqueio do Meia Boca e a OAB parecia que ia chegar a igualdade. Mas o futebol é cruel. Quando os advogados estavam melhor, o Meia Boca matou o jogo mais uma vez com Daniel. Fim de um grande jogo.

 

À tarde o Confiança jogou com o Real Natal. Um querendo consolidar a classificação e o outro causar um tropeço num dos favoritos. O Real mais uma vez pecou no número. E jogar em desigualdade numérica contra qualquer um é ruim, quiçá contra o Confiança e num dia em que Alípio, "o Mestre", está inspirado.  Costumava dizer Nelson Rodrigues que "a bola tem um instinto clarividente e infalível que a faz encontrar e acompanhar o verdadeiro craque. Sim, amigos: há na bola uma alma de cachorra". O que o maior cronista esportivo de todos os tempos quis dizer com isso? Que a bola tem fidelidade canina com o craque.  Alipão tem se dedicado mais a orientação do time, como um auxiliar de Pebarovic. Pouco tem entrado em campo. Dessa vez começou jogando. Pânico na defesa do Real Natal. Nem São Cristiano, com sua agilidade felina, conseguia disfarçar a inquietude de ver aquele "senhor de azul com barriguinha protuberante e madeixas grisalhas" rondar a sua área.      

 

Mas o primeiro gol não foi dele, mas deve ser contado em detalhes para ficar na história do campeonato.  Num jogo passado Monteiro pegou um voleio num cruzamento de Denilson e chamei de gol de placa. Dessa vez, Denilson recebeu a bola na lateral e levantou a cabeça procurando seu parceiro principal, que sábado não jogou. Veríssimo apresentou-se na cabeça da área do RN. Denilson alça a bola em parábola e Veríssimo enche o pé de primeira sem deixar a bola cair. A bola, coitada, não bastasse a pancada que levou no chute do negão, ainda esbarrou no travessão antes de quicar no chão e estufar a rede superior da baliza da piscina. Um chamado "gol paulista", como eram denominados gols dessa natureza no passado e que hoje já não se escuta mais.  Depois, disso, a ribalta teve um só dono: Alípio. Três gols na trave do muro. Um deles numa belíssima jogada de Damião, que poderia até mesmo chutar, mas a reverência ao craque maior e referência do time se fez maior, preferindo rolar para o artilheiro completar para o gol e encerrar o espetáculo. Antes que as cortinas se fechassem dando fim ao show, Denilson beliscou mais um para exorcizar toda a má fase do ano passado e dizer que está vivo na briga pela artilharia. O Real Natal ainda fez seu gol de honra num pênalti cobrado por Ronilson, este mais uma boa aquisição que Max traz para sua equipe.

 

O último jogo foi uma grande surpresa. A SEA embalada com quatro vitórias se encontrou com um Bohemia totalmente desfalcado e somente a conta, sem nenhum jogador no banco. A permanência da invencibilidade da SEA e a liderança no campeonato era questão de hora e poucos minutos, tão logo encerrasse a partida.

 

E tudo pareceu mais fácil antes mesmo do relógio completar a primeira volta. No primeiro ataque da SEA, Serjão empurrou a bola para dentro, abrindo o placar. Nesse instante, o Bohemia jogava com 07 (sete) e entre eles Geneci, machucado, apenas fazia número em campo. Somente com 10 minutos William chegou para completar o time. O mesmo William que converteu pênalti de Yonaldo em Geneci, empatando a partida. Helinho voltou a colocar o time da SEA na frente, mas o goleador William empatou novamente. E assim terminou o primeiro tempo.

 

Na segunda etapa o Bohemia reconheceu suas limitações e voltou com postura mais defensiva, com Campos e Luiz Carlos plantados atrás para evitar as investidas rápidas de Helinho e Bago. Bago fez o terceiro gol da SEA e tudo indicava que matara a partida. Porém, o jogo era à tarde, sem o sol que castiga os times pela manhã. Clima propício para jogar futebol. O Bohemia, notadamente a equipe de maior faixa etária, mesmo numericamente inferior enfrentou o adversário igualmente. Luiz Carlos, numa investida no ataque, empatou outra vez. Resultado que faria justiça ao que ambas as equipes produziram. Mas foi um jogo de muitas faltas e os times atingiram o limite. Uma nova falta para cada lado seria tiro livre de 11 metros. Numa tentativa de contragolpe por parte do Bohemia, Marcelo Lira matou a jogada, provocando o chute direto. William outra vez converteu e pôs os boêmios na frente pela primeira vez. Já no apagar das luzes, falta a favor da SEA e Helinho foi para o tiro livre, deslocou Tonhão, mas a bola, caprichosamente, bateu na trave, quando Ubiratan Bruno levantou as mãos e apitou o fim da partida. Vitória maiúscula do Bohemia, deixando a SEA em dificuldades para segurar as primeiras posições que dão vantagem nas semifinais.

 

Próximo sábado tem Bohemia x Piratas e OAB x Real Natal.

 

Coluna do Kolluna F.C.

 

O primeiro jogo foi fosco. De brilho mesmo só o reflexo do sol na reluzente chuteira amarelo-limão de Zé do Carmo (Piratas);

 

14 de março de 2015. Há dois meses os Piratas não balançam as redes do adversário. Última vez foi contra a OAB. Já são três partidas em branco;

 

O Meia Boca tem inovado com faltas ensaiadas. Um artifício a mais para furar o bloqueio dos adversários;

 

Se o MB tem faltas ensaiadas, falta um padrão de jogo homogêneo. O time tem oscilado demais e isso é visível. No segundo quarto, após as substituições, o MB tinha Claude e Laumir de marcadores e Coringa, Scala, Neto Bola, Christian e Péricles de definidores. A OAB aproveitou e virou o placar;

 

Júlio Cesar, o bom goleiro dos Piratas, foi a mãe da rodada ao levar um pirú no quarto gol do TJ. Tentou ainda busca a bola pelo rabo, mas já era;

 

Surpresas positivas e negativas no Real Natal. Ausência dos infaltáveis Cezinha e Arlean. Por outro lado, o retorno da habilidade de Éber no meio de campo;

 

Um desfile de camisas vermelhas nesse fim de semana na ASTRA 21. Os americanos extravasando sua alegria no título do centenário. Muito justo. A gozação é salutar, desde que tenha limites e com respeito. Parabéns aos rubros;

 

Ubiratan Bruno, que apitou os jogos de sábado à tarde, estará na Ilha do Retiro, nesta quarta-feira, bandeirando Sport x Chapecoense pela Copa do Brasil. O trio é todo potiguar;

 

Honra ao mérito a Geneci (Bohemia). Mesmo só para fazer número, perturbou a defesa da SEA, sofreu pênalti e ajudou sua equipe numa maiúscula vitória;

 

O Confiança ainda pega o TJ e a SEA; A SEA pega o Meia Boca e Confiança; O Meia Boca pega a SEA e o TJ; O Bohemia pega os Piratas e a OAB; o TJ pega o Confiança e o Meia Boca; e a OAB pega Real Natal e Bohemia. TJ, OAB e Bohemia podem terminar a fase classificatória empatados com 11 pontos, brigando pela última vaga.

 

Veja como ficou a classificação após o fechamento da 5ª rodada.

 

Artilharia

Cartões

Classificação

Tabela



Clique aqui para voltar.