DEFINIDAS AS SEMIFINAIS DO SEGUNDO TURNO DO XVI CAMPEONATO DA ASTRA 21

A zebrinha andou experimentando a grama verdinha da ASTRA 21, mas no fim do dia o que se viu foi a lógica e a classificação para as semifinais do segundo turno do Campeonato de Futebol não teve surpresas.



 A zebrinha andou experimentando a grama verdinha da ASTRA 21, mas no fim do dia o que se viu foi a lógica e a classificação para as semifinais do segundo turno do Campeonato de Futebol não teve surpresas.

A rodada cheia tinha dois jogos chaves: o primeiro e o último. Já o segundo e o terceiro não seriam influentes. Vamos a estes jogos. Piratas x Meia Boca era um resultado previsível em face da exposição das equipes na tabela. A vitória do MB era dada como certa, o que lhe elevaria a condição confortável de ser primeiro ou segundo lugar geral, conforme os demais resultados, dando a vantagem do empate nas semis. O MB com as ausências de Marcelo "Piu" e Patrocínio, enfrentou 9 (nove) Piratas com a faca nos dentes. Sem seus principais, jovens e habilidosos jogadores, os pernas-de-pau fizeram uma partida digna das mais alucinantes batalhas desde os tempos em que Barba Negra singrava os mares bravios. Apesar de começarem perdendo logo no comecinho da partida - o que prenunciava uma goleada -, os Piratas se fecharam atrás e levaram o jogo no banho-maria, irritando os membros do Meia Boca que tentavam furar o bloqueio, mas a bola teimava em não entrar. Méritos indiscutíveis não apenas ao "esquema" ferrolho-suíço do time, mas principalmente as defesas arrojadas e fantásticas de Romário, o melhor jogador em campo. O goleiro dos Piratas não só fazia o seu nome debaixo das traves como em muitos lances jogou de zagueiro, antecipando-se aos atacantes adversários e saindo para o jogo com a bola dominada.  O 1x0 foi sustentado até o último quarto quando a habilidade de Scala e o oportunismo de Daniel quebraram as correntes que lacravam o gol bucaneiro. Os Piratas se despediram do ano com uma partida épica e que merece todo o aplauso dos que fazem o campeonato.

A primeira partida da tarde foi entre SEA x Real Natal. A SEA cabisbaixa porque até horas antes aspirava uma vaga nas semis. O Real Natal naquela condição de quem não alcançaria o G4 nem "seria rebaixado". O jogo terminou se tornando um grande peladão, merecendo destaque, porém, a defesa impressionante de Gilson Filho num chute venenoso de Ivonaldo Buiu e a finta de corpo de Fantico que tirou Cristiano da jogada para marcar um dos gols da SEA.  De se enaltecer o compromisso dos que foram jogar. Essas ocasiões separam os que participam do campeonato porque gostam ou porque querem somente ganhar. Durante o ano valeu até desfigurar o time e afastar os que tinham vinculação visceral com a equipe, mas na última partida só foi lá quem tem verdadeiro sentimento pelo Campeonato de Futebol da ASTRA. Sem possibilidade de ir mais longe no turno, não tinha um alienígena na tarde de ontem. Porém, os nativos e que recebem da União estavam lá em maioria.  Final de jogo e placar de Real Natal 5x2 SEA.

Encerrando o dia, com sol ameno e iluminação precaríssima, Confiança x Bohemia entraram em campo em situações interessantes. A equipe vencedora teria a vantagem nas semis. Confiança vencedor pegaria o próprio Bohemia. Bohemia vencedor pegaria o Confiança. Empate entre eles e os adversários seriam o Meia Boca para o Bohemia (este sem vantagem) e o TJ para o Confiança (este com vantagem). Vale lembrar, porém, que o Confiança em sua nova era nunca conseguiu vencer o TJ, inclusive amargando duas derrotas este ano. As equipes vieram para o jogo com muitos desfalques, mas o plantel de ambas é maravilhoso e o jogo foi bom mesmo assim.  

A partida começou com o Confiança mais presente jogando com Denilson e Damião no meio em velocidade com Alípio fazendo o pivô. E assim nasceu o primeiro gol em uma tabela entre Denilson e Alípio. O gol acordou os boêmios que passaram a pressionar o gol de Baguete, obrigando o goleiro a fazer duas grandes intervenções em chutes de Paraguai e de Wladimir.  A partida ficou igual. Em uma falta para os boêmios, Wilde ficou à frente de Baguete atrapalhando o goleiro e Wilson Morais, autoridade máxima e com tanta moral quanto Charles Elliont, marcou falta, aplicando a regra e chamando a atenção de todos que não sabiam que essa regra existia. Tonho, que era o manda chuva na frente da área do Confiança, arriscou subir ao ataque e na hora do arremate foi travado por Paraguai, o legítimo, tendo a bola ido morrer no fundo do gol de Geleia. Dois a zero Confiança. Placar traiçoeiro. Geleia ainda mostrou agilidade no fim do primeiro tempo tirando com o pé esquerdo uma bola de biquinho de chuteira que Denilson meteu.

No início do segundo tempo Alípio saiu de jogo sentindo fisgada na coxa. Augusto Superior foi pro meio e Denilson assumiu o ataque. Iniciava-se uma das mais belas e leais batalhas já vistas no campo da ASTRA 21 em todos os tempos. Denilson versus Campos.  O Confiança chegou pertinho do terceiro gol num lance e que Geleia se antecipou a Denilson e tirou a bola da área, que caiu nos pés de Augusto Superior no centro do campo e sete mandou por cobertura. A bola já descaía em direção ao gol adversário quando Denilson surgiu para dominar, dando tempo da defesa do Bohemia aliviar.  Como castigo, no lance seguinte Wladimir, que fez grande jogo, descontou.  Na volta para o último quarto o Bohemia cresceu acuando o Confiança. Por muito pouco Wilde não fez de cabeça, desviando de Baguete e tirando tinta da trave do muro.  A pressão deu resultado e num chutaço da direita, Luiz Carlos empatou para os boêmios aos 27 minutos.  O resultado parecia definido, mas as equipes continuaram querendo jogo. Já nos acréscimos, Tonho cobrou escanteio de mangas curtas rasteirinho para a entrada da área para a chegada surpresa de Laércio que emendou para o gol, tendo a bola batido em Augusto antes de entrar no gol e "matar" Geleia. Placa final de 3x2 para o Confiança. Um jogão cujo resultado apimentou a semifinal, pois ambas as equipes vão se enfrentar e ninguém pode prever as cenas do próximo capítulo.  

A primeira partida do dia trazia a maior expectativa. O Tribunal de Justiça necessitava de uma vitória para garantir seu lugar entre os quatro classificados. O Santo Antônio era o adversário. Sem nenhuma chance, mas disposto a encerrar sua participação no campeonato com dignidade, honrando a confiança que a ASTRA 21 lhe deu quando entraram no campeonato no segundo turno.

Ninguém da SEA para secar o resultado ou ver o vistoso uniforme amarelo com mangas negras que o TJ apresentou. Os "concriz" estavam em campo, mas quem cantou mesmo foram os "santos". O TJ entrou dormindo e o Santo Antonio começou a mandar no jogo, culminando com um golaço de Paulo Henrique que roubou a bola no meio de campo, tocou para Esdras que devolveu de calcanhar, deixando Paulo sozinho na cara do gol, tendo ainda driblado Anderson antes de empurrar para o fundo do gol.  Nem o gol foi suficiente para acordar todo o time do TJ. Uma ou outra jogada mais incisiva, mas se via claramente que o time estava nervoso. Aliás, o TJ tem disso. Faz partidas maravilhosas contra os grandes (em especial o Confiança) e treme contra os times que não tem tanto poderio. Marcos Alves e Marcelo "Jobson" que podem fazer a diferença não estavam inspirados. Somente Paulo Cesar começava a se mostrar mais disposto a buscar o resultado. Já a zaga o Santo Antonio parecia a bandeira soviética com Eduardo "Foice" e Silvio Marreta "Martelo". O centroavante Guilherme parecia mais o servidor Guilherme, tal a quantidade de gravatas que recebeu no jogo inteiro. Mais 15 minutos de jogo e o paletó (de madeira) se faria juntar as gravatas recebidas e ele iria se transportar para outro tapete verde, só que lá no Morada da Paz.

Entre porradas e lances fortuitos e engraçados começou-se a ver um bom futebol. O TJ empatou num chute de fora da área de Paulo Cesar que Fernando entrou com bola e tudo. O gol tranquilizou os amarelos que espantavam a amarelada. Numa tentativa de Fernando, o goleiro do Santo rebateu para fora da área, chegando a bola no peito de Tarso. Ele matou a bola como um verdadeiro Beckenbauer, levantou a vista como se fosse um Falcão, deu dois passou com a elegância de um Ademir da Guia e chutou como um autêntico Jacozinho, com a bola indo morrer (nome apropriado) na piscina.

Cresce o jogo. Anderson, o goleiro careca amigo de Felipe (SEA) abafou chute de Eduardo. Silvio Iéié, ressuscitado após várias rodadas, acertou um voleio na pequena área com perigo. Depois demonstrou excelente colocação na área ao cabecear no gol em três escanteios. A resposta do TJ veio com Guilherme e depois com Jajá, recebendo uma bola açucarada de Marcos Alves.  O 1x1 era insistente até que Paulo Cesar surpreendeu o goleiro com um chute rasteiro de fora da área. Logo depois Jajá também deixou o seu. Com isso as esperanças da SEA acabaram. O placar se completou com um gol contra do clássico, técnico e irrepreensível Silvio Marreta, além de Marcos Alves e Guilherme Vanin.

No próximo sábado teremos Confiança x Bohemia e Meia Boca x TJ nas semifinais. Apesar de Confiança e Meia Boca terem o empate como vantagem, eu não arrisco nenhum resultado. Serão dois grandes jogos e vale a pena ir a ASTRA 21 sábado a partir das 7:30h para assistir. 

Também chama a atenção a briga pela artilharia. Marcos Alves (TJ) com 17 gols, Denilson (Confiança), Scala (Meia Boca) e Helinho (SEA) com 16 gols, sendo que o último não briga mais.

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