Meia Boca é bi-campeão do Campeonato de mini-futebol da Astra21

Time suplantou o Confiança com propriedade na partida final



28.11.2015. É a data que encerrou a temporada esportiva da ASTRA 21 no presente exercício. Data que está marcada na história do Meia Boca como sendo de seu bi-campeonato. A partida não teve o mesmo brilho de outros clássicos que as duas equipes proporcionaram. O jogo que decidiu o 2º. turno foi empolgante, eletrizante, fantástica. Mas o deste sábado é que valeu. O que definiu quem era o melhor de 2015. E o Meia Boca soube bem aproveitar a oportunidade.

Na verdade o dia começou tenso para o MB. Logo cedo, no caminho para a ASTRA 21, o goleiro Patrício teve sua moto abalroada por outro veículo. Escoriações leves - graças a Deus - nos cotovelos e joelhos, mas que comprometiam a sua performance na partida. Na chegada a sede da ASTRA 21 a dúvida se conseguiria entrar em campo. Dr. Lukas, o milagreiro, fez bandagens e garantiu a escalação do arqueiro.

Não bastasse isso, Neto Bola chegou à paisana, sem material. Desfalque importante que comprometia o bom toque no meio de campo do MB. Do lado do Confiança as ausências de Laércio (suspenso), Camilo e Márcio (machucados) e Capistrano.

A partida começa estudada. Durante os 15" iniciais só tivemos três chutes a gol - dois do MB e um do Confiança - e mesmo assim sem preocupar os goleiros. As equipes se avaliavam e pareciam não querer se arriscar, pois a decisão poderia entrar na prorrogação e seriam mais 20 minutos de sol quente na moleira.

No início do segundo quarto, logo aos 16", triangulação rápida entre Patrocínio, Daniel e Curinga, que chegou rapidamente e, desequilibrado, arriscou de canhota fazendo o primeiro gol do jogo. Começava a apatia do Confiança e o crescimento visível do Meia Boca.

O Confiança só despertou aos 20", sendo este o único momento de perigo que o time proporcionou ao adversário durante toda a partida. Damião raspou de cabeça um cruzamento e obrigou Patrício a se esticar todo e acabar de se lascar quando desabou no chão. Sangue quente, adrenalina a mil, Patrício levantou inteiro e sua energia ligou o Meia Boca.

Aos 24" Daniel carregou da sua intermediária até a área do Confiança e, sozinho diante de Vinícius, passou a Bruno que não conseguiu empurrar a bola para o gol por receber no contrapé. Poderia ser o lance do "quem não faz, leva!". Mas o Confiança não estava no jogo e foi quem levou de novo. O time assistiu, passivamente, a troca de bola de pé em pé à frente de sua área até chegar em Patrocínio que, como ex atleta de futebol de salão, bateu firme quando Vinícius esperava uma ajeitada de bola. Dois a zero aos 27" e para os presentes o título já tinha dono.

Mas quem estava do outro lado era o Confiança. Equipe que já tinha feito coisas inacreditáveis nesse mesmo tapete verde. Jogadores de qualidade e que poderiam definir a qualquer momento. Dois a zero é placar traiçoeiro.   O segundo tempo reservava expectativa.

Pebarovic tentou injetar ânimo na equipe no intervalo. Desesperado, arrumou vaga no time até para Gil. Pronto! A arquibancada tinha a certeza da virada. Engano. Os azuis estavam mais amarelos que a baby look amarela do Meia Boca que deixa até Derocy musculoso e sexy. A única emoção no terceiro quarto foram as quatro faltas cometidas pelo MB, o que apontava para um possível estouro do número limite a proporcionar tiros livres a favor do Confiança.

A cada ataque do Confiança o treinador Biúla (MB) gritava "sem falta, negão!". Em alguns momentos a frase ficava só no "negão, negão, negão!". Biúla gosta do negão, assim como uma certa equipe que não existe mais gostava de c@#&*%o. Expressões, é claro. 

Embora morno, o jogo tinha suas nuances de decisão. Uma ou outra jogada mais ríspida aqui ou ali. Faz parte. Mas o Meia Boca jogava com sangue nos olhos. Todo mundo se doava. Dividia a bola como se fosse um faminto brigando por um prato de comida.

No último quarto já se tinha a certeza de que o título voltava para a mesma casa para onde foi em 2013. O Confiança não conseguia ter forças. O time estava apático. Irreconhecível, eu diria. Mas de nada a tirar o brilho da conquista do Meia Boca que, antítese, fez uma partida sublime. Sem dúvidas, a melhor partida do ano, para mim, nos quesitos disciplina tática e disposição.

Aos 23" Curinga tenta chegar ao ataque pela direita. Recebe a carga da zaga e, como experiente boleiro, segura a bola na lateral, gasta o tempo, procura a melhor posição dos companheiros. Com impressionante visão de jogo, descobre Henrique Hélio sozinho do outro lado e inverte o jogo. HH dá um drible seco no seu marcador e bate de direita. A bola ainda beija o poste esquerdo do gol da piscina antes de se esparramar no fundo do gol. Era o tiro de misericórdia e a assinatura que faltava para garantir o título com placar elástico, afastando de vez a "uruca" que até então existia de o Meia Boca não conseguir vencer o Confiança no tempo normal.

Biúla fecha a sua defesa. Dá vez a experiência de Lindolfo para ficar na sobra. Na sua primeira jogada, Lindolfo arrepia de cabeça e a torcida vai ao delírio.  Começa a festa entre os que estão no banco e se aguarda apenas o apito final de Wilson Morais, que teve a felicidade de participar desta partida como árbitro.

Festa do Meia Boca que retoma o título conquistado em 2013 e entra no rol das equipes que conquistaram o campeonato em mais de uma oportunidade como a SEA (2002, 2003, 2004 e 2006) e Mossoró (2008, 2009, 2010 e 2011).

·         COLUNA DO KOLLUNA

1)      A campanha do Meia Boca: 19 partidas; 11 vitórias, 06 empates e 02 derrotas. 70 gols pró e 32 contra;

2)      O artilheiro do campeonato foi Marcos Alves (TJ) com 19 gols. Em segundo lugar Denilson (Conf) com 18 gols e em terceiro Scala (MB) com 17 gols ; O goleiro menos vazado foi Vinícius (Confiança com 31 gols). Em segundo Patrício com 32 gols;

3)      A Diretoria de Esportes da ASTRA 21 agradece a todos pela participação e colaboração. Especial obrigado a Fábio Maroja (pte da ASTRA) pelo apoio incondicional; aos funcionários da ASTRA 21 que ajudam num trabalho silencioso; a Charles Elliont e Dr. Lukas pelo trabalho correto e comprometido; a Zé Carlos, meu braço direito na organização do evento; a Gilson, Claude, Max, Zé do Carmo, Camilo, Dorisvaldo, Nilvan e Pegado, representantes das equipes por estarem comigo quando preciso; e aos parceiros ERK (Eduardo Ramos) e Olímpica Esportes (Expedito);

4)      Em breve os representantes das equipes serão convocados para discutirmos o ano de 2016 e colaborarem com as ideias que pensamos em implementar. A "janela" de negociações e o troca-troca de atletas começa em 1º. de janeiro;

5)      Indisposição intestinal. Tremedeira. Eis a razão da ausência de Charles Elliont no comando da partida final. Coube a Wilson Morais, velho conhecido do tapete verde da ASTRA 21 a honra de apitar a final de 2015. Apito isento, firme e incontestável. De apito a gente tá bem;

6)      O "motorádio" do jogo vai para Augusto "Curinga". Mais do que um melé, foi um valente Valete nas divididas. Um Ás no equilíbrio do meio de campo. Um Rei no comando do jogo. Jogou muito;

7)      Não há como esquecer de Patrício "Ceni". Só o esporte amador proporciona esse tipo de comportamento. Jogar estropiado e quase sem condições. O título ganhou ainda mais evidência diante de tudo o que aconteceu;

8)      Outro nome a ser lembrado é o de Lindolfo. 61 anos de disposição, saúde e companheirismo. Exemplo a ser seguido;

9)      O Meia Boca teve dois treinadores na temporada: Helder e Biúla. E utilizou os seguintes jogadores: Patrício, Derocy, Claude, Weberton, Dirceu, Neto "Goianinha", Henrique Hélio, Neto Bola, Lindolfo, Christian, Péricles, Pedro Wanderley, Bruno, Scala, Patrocínio, Marcelo "Piu", Augusto "Curinga", Daniel Magno e Laumir;

Uma única palavra para expressar meu sentimento ao fim da temporada: OBRIGADO.   

Clique aqui para voltar.