SEA e Mossoró vencem e fazem confronto de líderes na próxima rodada

Jogos movimentados no fim de semana



O futebol da ASTRA 21 seguiu seu curso em céu de brigadeiro neste fim de semana com a segunda rodada da Copa Interna. A fórmula arquitetada para a realização dos jogos neste primeiro semestre atingiu o seu objetivo precocemente para a alegria dos que compõem a diretoria da ASTRA 21 e representantes de equipes, que acreditaram na nova ideia e que tinha o propósito maior de atrair novamente o servidor para participar de nosso tradicional momento de lazer no sábado.

Não bastasse o retorno do servidor, vemos ainda o engajamento de vários juízes do Trabalho que também se associaram ao divertimento e trocaram as togas pelas chuteiras, participando em harmonia desse momento esportivo.

Enfim. Na primeira partida a SEA encontrou pela frente os Piratas, seu algoz do torneio início e foi à forra. A SEA com Bruno "Doido", Weberton, Netinho Caicó e Felipe; "Sargento Janeilson Pincel" e Tatuta; Marcelo Lira e Paulo. No banco Gilson Filho, Marcos Cunha, Firmino e Bruno Motta. Os Piratas com Zezinho no gol depois de mais de 8 anos e 80 doses de whisky; Dirceu, Virgílio e Sérgio "Bolha"; Fábio Mastrocola e Jeremias; Zé do Carmo e André. Na suplência João Bosco, Otávio, Ilden Biólogo, Maurício, Hélio e Odilon.

Os Piratas sem seu goleador Caio "Cambalhota", o artilheiro Adriano "Imperador" e o principal desfalque, o goleiro Marcos Sérgio que foi substituído por Zezinho, uma das maiores lendas de todos os tempos debaixo de três paus no campo da ASTRA 21. Por outro lado tinha o reforço da bandana pirata de Virgílio e do bigode à Zorro de seu filho André.


Aliás, Zezinho foi exigido logo no primeiro lance num chute de fora da área dado por Weberton, o "xodó do Mamu" e que encontrou o cantinho direito. Gol da SEA.  Em novo ataque da Poderosa, Zezinho foi obrigado mais uma vez a intervir, o que fez com que seu dedo mindinho saísse do lugar. O acidente, já aos 5 minutos, provocou enorme atraso no recomeço do jogo e a arquibancada, que não alisa ninguém, desconfiou que Zezinho, assim como Rojas naquele célebre episódio da fogueteira no Brasil x Chile nas eliminatórias de 1993, estava simulando a contusão. Afinal, com 5 minutos de jogo o goleiro Zezinho já apresentava aquela babinha branca que fica na lateral da boca quando cara tá pedindo penico.    

O jogo recomeça e Jeremias, "o Profeta", empata em belo lance. O jogo continuou duro... - de ver - até o fim do primeiro tempo.  Na volta da segunda etapa, a cada ataque da SEA que exigisse intervenção do goleiro bucaneiro era uma novela para Zezinho se levantar. Guindaste e enchedeira eram solicitados para ajudar o goleirão. Até que não deu mais. Zezinho, que voltava depois de 8 anos, saiu como herói nos braços da torcida direto para a urgência do São Lucas. Notícias são confortantes e o "cadáver" passa bem.  Jeremias, que não é bobo, habilitou-se para ir pro gol. Um verdadeiro "migué" para não ter que continuar correndo debaixo do sol.             

Um fato curioso ocorreu em meio à partida disputada pau a pau. Em certo momento, Sérgio "Bolha" foi evitar que a bola caprichosamente saísse na lateral. Ao chegar na bola e preparar o chute, se viu diante de um enorme batráquio que o encarou com um olhar lânguido de príncipe alvo de bruxaria e que pede um beijo para voltar a forma humana. O sapo-boi(lha), assustado com o primo cururu, deu saltinho comprometedor e fugiu do anfíbio. Hummmm!!! Sei não!!! E se fosse um príncipe, Bolha? Tú encarava???


Os Piratas cansaram de perder gols e, mesmo com o profeta no gol, sofreu a máxima do futebol: "quem não faz, leva". Tatuta balançou as redes adversárias três vezes e decretou o placar final. SEA 4x 1 Piratas.

O segundo jogo foi denominado o "clássico do marca-texto". Diante dos enormes efeitos colaterais decorrentes do uniforme de Mossoró na primeira partida, que deu comichão, convulsão, frieira, hemorróidas e pedra no rim no time, Márcio usou do seu lado empreendedor de próspero empresário e trouxe um novo uniforme em verde neon tão escandaloso quanto o rosa chocking dos fashions do Real Natal. O novo terno da terra que expulsou Lampião veio padronizado em uma bolsetinha negra lisinha e cheirosa, pronta para se por a mão e retirar o uniforme e depois introduzi-lo quando estivesse suado.


Antes de começar a partida, nos vestiários da ASTRA 21, este escriba se deparou com uma nécessaire de um membro do Real Natal contendo escova de cabo anatômico, sabonete líquido para higiene íntima, cera e gillete para depilação, perfume da Avon e diversos tipos de cremes anti-rugas.   


Postamos abaixo uma foto em preto e branco das equipes para ilustrar a resenha. Mesmo em P&B o retrato saiu dessa forma.


O jogo, porém, foi para bárbaros, gladiadores, legião de guerreiros romanos, os 300 espartanos, enfim. Jogo para macho. Uma partida vencida no detalhe. Jogo igual onde as equipes se doaram além do que podiam. O RN pronto para apagar a derrota da estreia veio para campo com Fernando Amaral (outra figura lendária); Derocy, Max e Eberval; Éber, Netinho Goianinha, Robson e Cristóvam. Completavam a equipe Arlean, Cezinha e Erickson. Mossoró com Decioaev, Kol Van den Berg, Carlos Puyol Mota e Ed(gar) Davis; Michael Laudrup e Sylvio Pirillo; Higor Alexis Sanches e Marc(io) Overmars. No banco Johann Nilson Cruiff.

O sol no segundo jogo castiga e você tem de saber dosar para suportar o último quarto. Mas as equipes ignoraram esse sábio ensinamento. O jogo começou a mil. Cristóvam, o "descobridor dos sete mares" fez jogada individual pela esquerda, entrou na área e mesmo sem ângulo encontrou espaço para a bola morrer no fundo do barbante do russo/potiguar Decioaev, melhor goleiro da Copa de 1982. Mossoró saíu atrás e teve de livrar o prejuízo. Buscou o gol de todas as formas até que o gênio desperta. Johann Nilson Cruiff lançou milimetricamente Marc(io) Overmars na área e um leve toquinho tirou do alcance do francês Fernando Amaral (leia-se Fernandô Amorrôs). O mesmo avante holandês/mossoroense se usou da esperteza para chutar no zagueiro e a bola desviar para o gol, virando a partida. Nem deu tempo comemorar, pois Netinho Goianinha, de bico de chuteira, tocou no cantinho empatando tudo de novo.

Depois desse lance Carlos Puyol Mota, voluntarioso defensor oestano, teve de ser atendido, pois se sentiu tonto e estava tão verde quanto à camisa do seu time. Saiu para voltar somente no segundo tempo. Etapa em que Higor Alexis Sanches fuzilou Amaral e fez 3x2. O RN não se abateu e foi buscar o empate em mais um belo gol de Cristóvam, de letra, na pequena área, desviando para o fundo das redes. Encerrou-se o terceiro quarto e as equipes estavam no bagaço diante da correria do jogo.

Não se esperava mais emoção no quarto quarto. Mas o futebol é apaixonante. Higor, mais uma vez, traçou a defesa na raça e mandou um balaço no ângulo do gol adversário. O 4x3 parece que selava o placar, pois os times se arrastavam em campo. Cada jogador de Mossoró tinha 100kg em cada perna. Mesmo assim, Márcio puxou a marcação de dois para a lateral e rolou a bola com açúcar e afeto para Michael Laudrup que entrou sozinho e mandou a bola lá na Dinamarca. Quem não faz, leva! A bola chegou na área de Mossoró vinda de um cruzamento rasteiro da esquerda e o estreante Erickson empurrou para o gol, empatando outra vez o jogo. Tudo levava a crer que o placar se encerrasse aí. Mas quem tem Márcio Mossoró a seu favor tudo pode esperar.  Em jogada individual, no apagar das luzes, Márcio fez o último dos gols do jogão. O empate seria o resultado mais esperado diante do que se viu e campo, mas Mossoró, com dois a menos, mostrou uma tendência de campeão.

Na próxima rodada tem Real Natal x Piratas e a SEA pega Mossoró, que terá o retorno de Marlen Robben, Luiz Gustavo e Daniel Alves, além das estreias de Sérgio Pirlo, Camilosrav Klose e Siuéliton Nem.


Veja como ficou a classificação, artilharia, tabela e os cartões após a 2º rodada.

Classificação

Artilharia

Tabela

Cartões



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