TJ VENCE CONFIANÇA E MANTÉM A ESCRITA. MEIA BOCA GOLEIA A SEA

No sábado passado foram quatro equipes em campo da chamada elite do nosso campeonato. Times que podem se classificar para as semifinais. Portanto, dois clássicos. O TJ vinha de derrota contra o Meia Boca e precisava se reabilitar.



Tabu. Segundo o Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa significa Instituição religiosa ou mágica que atribui a uma pessoa ou coisa caráter sagrado; feitiço. Talvez a verdadeira definição esteja sendo usada de forma errada no que se refere ao futebol, pois utilizamos comumente quando algo não consegue ser mudado, uma equipe não vence a outra ou um jogador não consiga fazer gol em determinado jogo. Enfim, o que se vê é que depois que o JURIS transformou-se em Confiança não consegue vencer o TJ. São cinco partidas, com três empates e duas vitórias dos colegas do Judiciário Estadual, uma delas que tirou a longa invencibilidade de 23 (vinte e três) que persistia desde a criação do novo Confiança. Seria um feitiço?

O que se viu no sábado passado foram quatro equipes em campo da chamada elite do nosso campeonato. Times que podem se classificar para as semifinais. Portanto, dois clássicos. O TJ vinha de derrota contra o Meia Boca e precisava se reabilitar. Nada melhor do que se encontrar com a equipe campeã do primeiro turno, mas que lhe tem como algoz. Um novo resultado positivo daria moral para seguir vivo no segundo turno. O início da partida atrasou, mas isso não quer dizer que as equipes entraram frias no jogo. Com 2'30" Damião fez jogada de velocidade e entrou sozinho na área para tirar de Anderson e a bola, caprichosa, tirar tinta do poste esquerdo do gol da piscina. Um minuto depois a zaga do Confiança conseguiu entregar a bola no pé do adversário por três vezes seguidas. Vacilar na frente do cão é pecado. Marquinhos empatou a partida. O gol desconcertou o Confiança, que numa manhã alternada de chuva, vento, sol e nuvens viu pairar a sombra de um novo tropeço diante de seu carrasco.

O jogo era bom. Marcelo "Jobson" mandou na trave e a bola voltou no pé de Damião, que sempre arisco, puxou o contraataque e tocou para Denílson, que foi abafado por Anderson. O Confiança reclamou que o goleiro havia saído da área. Logo em seguida o TJ chegou com Cipriano dentro da área tentando deslocar Baguete, mas o goleiro fez uma belíssima defesa com o pé. Arrojo e senso de colocação. Aliás, Baguete foi muito exigido no jogo inteiro. O TJ jogava muito bem. Durante todo o primeiro tempo só fez uma única mexida, com Wildson entrando para o lugar de Fernando. Já o Confiança mexeu com Gil para Fabrício, Augusto para Camilo e Assis para Damião.

O segundo tempo veio com a mesma intensidade. O TJ promoveu a reestréia de Guilherme Vanin, que entrou no jogo com pneus lisos e no primeiro lance patinou atrás da bola, precisando recorrer aos boxes para por os pneus biscoito. O tempo passava e o Confiança parece que só tinha na cabeça a revanche, sendo que isso começou a interferir psicologicamente. Muitos passes errados, saídas atabalhoadas na defesa, gols perdidos no ataque tudo era motivo de reclamações acintosas. O TJ foi esperto e beliscou mais um. Uma nova saída errada da defesa e Paulo Cesar deixou o seu. Todo o Confiança jogou mal, diga-se, mas sua defesa fez, de longe, a pior partida de sua história. Até o goleiro Baguete, conhecido pela sua tranqüilidade, saiu do sério. No TJ um louvor para todo o time. Jogaram como se fosse um faminto brigando por um prato de comida. Difícil escolher um, mas considero que o Marcelo "Jobson" se doou além do seu limite. Ao fim do jogo era visível seu estado de prostração. Esforço que valeu a pena.

A partida de fundo foi desigual. O próprio placar denuncia. Meia Boca 5x0 SEA. O que ocorreu, se as duas equipes estiveram entre os semifinalistas do primeiro turno? Simples. Não se chega a lugar nenhum no campeonato da ASTRA 21 se não houver banco. Se no MB só um de seus jogadores não foi, na SEA só havia um no banco. Impossível de se jogar assim contra uma equipe favorita ao título. Pode-se dizer que os jogadores da SEA foram heróis em se manter em campo até o fim, posto que Tatuta teve contratura muscular na coxa e passou só a fazer número. Os gols foram saindo sem muito esforço, embora a valentia da SEA fosse visível. Neto Bola fez de chapa o primeiro após roubada de Curinga em cima de Marcelo Lira. Scala e Pedro Wanderley também deixaram os seus e o primeiro se habilita na briga pela artilharia. A SEA segurou os 3x0 até o fim do terceiro quarto. Na parte final Péricles e Curinga decretaram o placar final.

A situação da SEA merece uma reflexão de seus próprios membros, para o bem do campeonato. A "poderosa" já se iguala aos Piratas na cor do uniforme. Brigar com eles pela rabeira da tabela não se coaduna com a sua briosa história.

Próxima semana tem Real Natal x Santo Antonio e Piratas x Bohemia.

 

  • Coluna do Kolluna FC

 

1) O atraso no início da partida inaugural de sábado não deverá se repetir. A tabela marca o começo às 7:15h com quinze minutos de tolerância. Prezamos por esse respeito. Admitimos que a chuva possa provocar o atraso, mas que não se torne corriqueiro. No máximo o centro deve ser batido às 7:30h;

Ausência de Elacir na ASTRA 21 foi notada por todos. Tem de levar o atestado médico para abonar a falta;

2) A rodada de sábado proporcionou o retorno de dois goleadores ilustres: Guilherme Vanin (TJ) e Assis (Confiança), depois de longa ausência. Ganha o campeonato;

3) Quando a coisa aperta chama o "Super" Alípio que ele resolve. Dessa vez não teve jeito. Mesmo assim deixou Tonho na cara do gol no fim da partida, mas a investida não teve sucesso;

4) Histórico de TJ x Confiança. Vejam as datas e os placares: 14.06.2014 (4x4) (1º turno), 12.07.2014 (1x1) (semifinal 1º turno), 09.08.2014 (1x1) (2º turno), 23.05.2015 (3x1) (1º turno) e 18.07.2015 (2x1) (2º turno). Tabu?

5) Apesar do revés da SEA, todos torciam que Yonaldo ao menos fizesse o seu gol para homenagear o recém nascido Giovanny. Não veio o gol, mas que venham as bênçãos ao rebento. Parabéns de toda nação boleira;

6) Esse time do Meia Boca engrenando vai ser ainda mais difícil enfrentá-los. Segurança no gol e na zaga, toque de bola de classe no meio de campo e objetividade no ataque. Candidatos ao título;

7) Cara e Coroa. Tristeza no jogo do Meia Boca x SEA. Neto Bola voltou a sentir o joelho e saiu amparado. Sério desfalque. Alegria de Péricles em voltar a marcar. O novo treinador encontrou o lugar certo para o camisa 20;

8) A briga pela artilharia vai se tornando um capítulo à parte com Helinho (SEA), Marquinhos (TJ), Monteiro e Denilson (Confiança), Scala e Christian (Meia Boca);

9) O professor Peba não é de holofotes. Saiu do meio do redemoinho pós-jogo do Confiança. Depois chamou seu time para uma longa conversa que serviu como "puxão de orelhas". A união sempre foi o forte desse grupo.         

 

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