CAI O ÚLTIMO INVICTO. SEIS BRIGAM POR QUATRO VAGAS. NINGUÉM ASSEGUROU A VANTAGEM DO EMPATE

Os resultados de sábado demonstraram o quanto é equilibrado o Campeonato de Mini-futebol da ASTRA 21.



O filósofo Neném Prancha, companheiro de boleiros da primeira metade do Século XX como Mário Filho, Nelson Rodrigues, Heleno de Freitas e outros, costumava dizer que "o jogo só acaba quando termina". Eu achei de confrontar Neném ao antecipar, desde a quarta rodada, que a SEA já estava classificada ao atingir 12 pontos em quatro vitórias consecutivas. O mundo deu voltas, a SEA perdeu os dois jogos seguintes e corre o risco de ficar de fora numa chegada de turno como nunca se viu em toda a história dos 16 anos desse campeonato. E eu posso quebrar a cara.

Os resultados de sábado demonstraram o quanto é equilibrado o Campeonato de Mini-futebol da ASTRA 21. Entre SEA x Meia Boca havia uma igualdade. Numa loteria, o apostador cravaria o empate como o placar mais evidente. Um mais esperto marcaria um dobro em face de ligeira vantagem do Meia Boca por conta de uma série de aspectos que só o conhecedor a fundo do campeonato sabe no que se refere a SEA. Já TJ x Confiança todas as fichas eram apostadas no Confiança. O TJ vinha patinando. Precisa, ainda, de quase um milagre para se classificar (duas vitórias contra os plantéis mais poderosos). E milagres acontecem.

E a rodada começou com SEA x Meia Boca. Bastou 5 minutos de jogo e a previsão do futuro se fez na bola, sem a necessidade de ser bruxo ou ter bola de cristal. O MB entrou para ganhar o jogo. A SEA inteiramente desordenada, totalmente envolvida, virou presa fácil num dia em que o MB jogou "para as nêga ver". Que se enalteça a luta dos guerreiros da SEA, mas sem orientação vinda de fora fica difícil. Cada um diz uma coisa e, no fim, ninguém se entende.  Chegou uma hora em que Helinho assumiu o time e tentou resolver sozinho. Mas futebol é coletivo. Ademais, Patrício "Ceni" estava impossível, evitando o gol nas poucas vezes em que a SEA tentou ser aguda.  A derrota da SEA lhe deixa na obrigação de, ao menos, empatar na partida final com o Confiança. Uma terceira derrota consecutiva pode custar à desclassificação.

Já TJ x Confiança fechava o dia de grandes jogos. Um precisando fazer um dos trabalhos de Hércules, o outro jogando por uma vitória que lhe garantiria o 1ª lugar antecipado. O TJ inteiro. Ausente só o artilheiro Guilherme Vanin. O Confiança com alguns desfalques que se tornaram peças-chave. Porém, mais do que gente para jogar, sobrou no TJ vontade, disposição, garra, gana, culhão. O jogo era o último jogo do resto de suas vidas. Só a vitória interessava. Era ganhar... ou ganhar.

As ausências do Confiança interferiram na escalação. Sem Tonho na cabeça da área a reforçar a defesa, se fez necessário que Veríssimo fizesse essa função. Com isso o Confiança perdeu a força e mobilidade do negão. Alípio entrou de avante referência. Monteiro e Denilson completavam a força de ataque. Nenhum dos três marcam. Sobrou para quem estava atrás. Camilo e Augusto nas laterais tinham de fechar no meio para reforçar as investidas rápidas de Marcos Alves, Fernando, Marcão e Wildson. Marquinhos "Satanás" voltou a mostrar o seu futebol que estava sumido em todo esse ano. Marcelo "Jobson" tomou conta do meio de campo. Tasso, Nilvan e Cipriano foram monstros na defesa.

Múcio levou uma mordida predadora de Veríssimo e teve de deixar o campo momentaneamente. Pôs gelo no local e voltou. Mordido! A partir daí não perdeu mais uma jogada.

Enquanto isso o Confiança via o TJ passear em campo. E os conflitos passaram a ser reflexo de um time desacostumado com o revés. No fim do primeiro tempo o placar marcava dois a zero para o TJ. A escrita se mantinha. Desde que o JURIS se transformou em Confiança que não sabe o que é vencer os colegas do Tribunal de Justiça. Foram 04 empates no ano passado. Uma invencibilidade de 23 jogos iniciada em março/2014 começou a ruir.

E assim foi. No terceiro quarto Marquinhos fez seu terceiro gol e matou o jogo. No fim, Augusto, meio sem querer, meio sem acreditar que a bola entrou, fez o gol único do Confiança. Alípio jogou boa parte da partida, mas dessa vez a bola não teve alma cachorra e não lhe procurou para ser domada.

Porém, lembrem-se que todo esse esforço do TJ pode não servir se não vencerem, também, o Meia Boca.

E os resultados deixaram a classificação assim: Confiança 13; Meia Boca 13; SEA 12; Bohemia 11; TJ 10 e OAB 8; depois o Real Natal com 1 e os Piratas com zero. A rodada de sábado é cheia. São seis por quatro vagas. Só os fracos não têm vez...

Coluna do Kolluna F.C.

A coluna deixou de registrar semana passada, mas nunca é tarde para lembrar o retorno da presença do advogado Elacir de Freitas, o padrinho afetivo do Campeonato, fiel e assíduo expectador, que após um breve inverno voltou a ocupar nossa Tribuna. Sua benção, padrinho;

Ninguém, em sã consciência, imaginaria que a última rodada do primeiro turno seria tão igual. Nunca chegamos a rodada final com a diferença tão pequena entre seis equipes e todas aptas a entrar. Só Confiança e Meia Boca estão classificados, porém sem assegurar que terão a vantagem do empate;

Alguns personagens cativos nas páginas amarelas e vermelhas do site da ASTRA 21 quando o assunto é cartão têm dado verdadeiro exemplo no ano de 2015. Laércio recebeu seu primeiro amarelo na 6ª rodada. Quem diria?;

E o campeonato de 2015, literalmente, só tem cobras. Até o réptil quis se unir aos jogadores de Confiança x TJ. Mas Alexandre tomou as providências e espantou a bichinha;

Fim da 6ª rodada do primeiro turno. Aberta a temporada de negociações. Quem hoje veste uma camisa poderá vestir outra no segundo turno...;

Sábado o Meia Boca jogou como time grande. Venceu e convenceu. Até a armação do time estava certa;

A SEA sem Gilson no comando não é sombra da Poderosa SEA. Ausente em dois jogos, duas derrotas;

É justo abdicar da saída na 6ª feira, o acordar cedo em um sábado, pôr as chuteiras e voltar com o uniforme limpo? O que dizer a mulher em casa?;

Registrar também o retorno de Augusto (Confiança) e Weberton (Meia Boca) depois de ausências demoradas. Ambos voltaram com gols;

No futebol não tem favorito. Tem vontade de ganhar.

 

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